Diretor da ASBRAV avalia como positiva medida que isenta cobrança de ICMS na produção de energia renovável

285014_610590_2010.06.10___regente_feijO___foto_jmpereira___259Além de representar uma redução direta no valor da conta de luz, a isenção do ICMS para geração de energias limpas e renováveis no Rio Grande do Sul promoverá, também, uma conscientização maior para as próximas gerações, além de representar alteração na matriz energética do país. A constatação é do diretor técnico da ASBRAV – Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação, Ricardo Vaz de Souza.

– Penso que a medida é positiva e já vem com um certo atraso. Além da questão de reduzir o tempo do retorno financeiro, a iniciativa deve popularizar o uso das fontes de energia renováveis, o que irá, ao longo do tempo, alterar a matriz energética do país. É importante diversificá-la para que não dependamos tanto do regime de chuvas ou da extração de carvão – comenta Souza.

O diretor da ASBRAV conta ainda que em outros países já existem equipamentos de climatização que utilizam placas coletoras solares como fonte própria de energia. Além disso, existem vidros para janelas que também são coletoras de energia solar.

– As novas tecnologias precisam destes incentivos governamentais para serem difundidas e popularizadas. A isenção pode parecer, inicialmente, que o governo está abrindo mão de uma receita, mas, na verdade, impactará em menor necessidade de investimentos em hidroelétricas e termoelétricas – argumenta Souza.

Desde o dia 1° de junho está vigorando o Decreto Estadual que prevê isenção de ICMS sobre mini e microgeração de energias limpas e renováveis para consumo próprio, como eólica, biomassa e solar. De acordo com a norma, não haverá mais a cobrança de 30% do imposto sobre o volume de energia produzida em residências que contarem com unidade microgeradora.