Entrevista: diretor geral da Airside, Engenheiro Maurício Carvalho

Em meio ao cenário de prevenção da propagação da COVID-19 nunca foi tão importante adotar medidas preventivas que assegurem a qualidade do ar interior. Por conta disso, a Revista ASBRAV conversou com o diretor geral da Airside, Engenheiro Maurício Carvalho, para conhecer algumas novidades e tecnologias que já foram desenvolvidas e que são úteis nesse contexto.

Revista ASBRAV – O que há no mercado em relação a equipamentos que ajudam a combater a proliferação da COVID-19 especialmente em frigoríficos e mercados onde acontecem muitos casos?

Engenheiro Maurício Carvalho – Para melhorar a qualidade do ar interior nos ambientes as Centrais de Tratamento do Ar, mais conhecidas como UTA´s ou Air Handlers Units tem um papel fundamental, pois nestas unidades podem ser utilizados varias funcionalidades e recursos que contribuem para tornarem os ambientes mais seguros e confortáveis. A Airside é uma empresa que trabalha justamente na fabricação destas unidades customizadas, ou seja, para atender na integra as necessidades do projeto. Geralmente damos suporte as empresas de projeto mas, são dos projetistas do HVAC que partem todas as especificações baseados nas normas vigentes nacionais ou internacionais e boas praticas.

Revista ASBRAV – Como funcionam essas tecnologias?

Engenheiro Maurício Carvalho – Atualmente existem algumas funcionalidades primordiais para melhorar a qualidade do ar que são utilizadas nestas unidades, como caixas de mistura para ar de renovação, expurgo de ar, by pass, recuperadores de energia, lâmpadas de UVC, variedade de classes de filtros de ar e até mesmo purificadores de ar podem ser agregados a estes produtos. A renovação do ar é primordial neste processo de qualidade do ar porem quando nos referimos a ar exterior é atrelado ao mesmo uma serie de outras implicações como, aumento do consumo energético, aumento da carga térmica, locais apropriado de captação, filtros de ar com a devida classificação necessária, etc.. onde entra o profissional de projeto que determina os melhores parâmetros.

Revista ASBRAV- Como dá-se o processo de instalação e que normas regulam o serviço?

Engenheiro Maurício Carvalho – A norma brasileira de ar condicionada 16401 -3 (parte 3) orienta e da as devidas recomendações da forma correta de fazer a renovação de ar para cada tipo de ambiente, sendo que este ponto esta sendo revisado atualmente na norma e a mesma deve ir a consulta publica nos próximos meses. Quando nos referimos a renovação de ar em ambientes que possuem temperaturas de ar mais baixas como por exemplo salas de corte de frigoríficos onde a temperatura de trabalho é em torno de 10C, e o número de pessoas é elevado, a quantidade de ar novo necessário para a devida renovação é alto, outra implicação além das já citadas acima é a condensação. Ar este que precisa ser passado antes de ser insuflado por filtros de ar adequados e resfriamento. Na grande maioria deste tipo de aplicação pouco se utilizou no passado de renovação de ar. Mas mais recentemente a portaria conjunta numero 19 de 18 de Junho de 2020 estabelece as medidas a serem observadas visando a prevenção, controle e mitigação de riscos de transmissão da covid-19 nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados ao consumo humano e lacticínios. Esta portaria estabelece uma série de medidas entre as quais o ar externo de renovação de ar passa a ter uma preocupação e cuidado especial. Em um frigorifico o método de instalação segue aproximadamente da mesma forma que no ar condicionado convencional, feito por instaladores credenciados para este tipo de serviço, embora esta empresas possuem equipe com pessoal treinada e capacitada para as decidas instalações e posta em marcha das centrais de tratamento de Ar.

Redação e Coordenação: Marcelo Matusiak