Entrevista: Diretor do Grupo Setorial da Qualidade do Ar, ASBRAV, Mario Henrique Canale.

O PMOC (Plano de Manutenção, Operação e Controle) passou a ser exigido pela Portaria MS nº 3.589/98 (Ministério da Saúde) e Lei Federal 13.589/2018. O plano agrega os procedimentos que verificam o estado de limpeza, conservação e manutenção da integridade dos sistemas de climatização e tem despertado muitas dúvidas por empresários e profissionais do segmento. A Revista ASBRAV esclarece alguns pontos importantes da medida, em entrevista com o diretor do Grupo Setorial da Qualidade do Ar, ASBRAV, Mario Henrique Canale.

Revista ASBRAV – Quais são os maiores benefícios para os estabelecimentos?

Mario Henrique Canale – O PMOC tem a função primordial de fazer com que os equipamentos e o sistema de forma geral cumpra seu papel, para aquilo que foi projetado. Ou seja, gastando menos energia para o mesmo fim. Com o PMOC é possível reduzir o gasto energético e assegurar qualidade do ar interno reduzindo doenças respiratórias. Para empresas, por exemplo, isso repercute na diminuição do absenteísmo dos colaboradores.

Revista ASBRAV – Que tipo de edificações precisam estar adaptadas ao PMOC?

Mario Henrique Canale – Basicamente todas as edificações que não sejam de uso residencial estão sujeitas a adaptação da norma. A medida é específica para edificações que tenham em sua capacidade total instalada superior a 60 mil BTU/h, ou seja, é preciso considerar a soma de todos os equipamentos usados.

Revista ASBRAV – Quais profissionais estão aptos a elaborar o PMOC?

Mario Henrique Canale – Esse processo está em constante debate. Até pouco tempo, apenas engenheiros mecânicos estavam aptos, porém houve movimento por parte de diversas entidades de classe que passaram a também ser autorizadas a se habilitarem para o serviço de execução do PMOC, como por exemplo, técnicos e arquitetos. O importante é que o profissional busque essa informação diretamente ao seu conselho de classe para saber se pode ou não.