Mesmo que números não tenham sido tão relevantes como o imaginado, obras proporcionaram investimentos e melhorias estruturais que refletiram positivamente no setor de HVAC

A discussão do que será o “legado” da Copa do Mundo no Brasil não deixou de fora os setores representados pela Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV). Não só presentes em obras dos estádios, os sistemas estão em diversas obras relacionadas não só ao evento, mas em infraestrutura de indústrias e comércio que projetaram maior volume de negócios com o evento no país.
Segundo a FIFA mais de 2,9 milhões de pessoas adquiriram ingressos para os jogos, sendo 40% para estrangeiros. Associado a isso, o aumento no número de turistas sem ingresso eleva a expectativa de empresários em relação ao fluxo de negócios e o legado que será gerado pelo evento.
Estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) calcula que o impacto financeiro alcançará R$ 30 bi para o PIB. Em outro levantamento, realizado pela consultoria Ernst & Young, chegou-se ao dado de que R$ 112,8 bilhões seriam injetados na economia brasileira nos setores da construção civil, turismo e comércio.
O presidente da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV) Luiz Afonso Dias, lembra que a construção de estádios em regiões onde futebol é incipiente gerou muita crítica sobre os responsáveis pela organização do Mundial, porém, é preciso dar atenção às obras que beneficiarão a sociedade.
– Embora existam as críticas, é importante pensarmos nos pontos positivos, ou no aproveitamento que ficará à disposição após a Copa, como a rede hoteleira e os
aeroportos que sempre tiveram carências bem acentuadas. É importante destacar que todos estes empreendimentos necessitam de mão-de-obra para sua operacionalidade. São novos negócios que continuarão gerando recursos na economia – apontou Dias.
O crescimento também se reflete no mercado de refrigeração, da adoção de novas tecnologias ou demanda diferenciada de trabalho. A Danfoss, empresa paulista que comercializa sistemas para refrigeração, automação e aquecimento, equipou quatro aeroportos, seis arenas e a sede da FIFA Broadcast no Rio de Janeiro.
– É um momento importante para a Danfoss, pois pudemos oferecer produtos e soluções que aumentam a eficiência energética em projetos de refrigeração e ar-
condicionado. No entanto, aqueles relacionados à Copa do Mundo não são tão relevantes se comparados a outros negócios cotidianos não ligados com ao evento – explicou o diretor regional de Marketing e de Desenvolvimento de Negócios da Danfoss, Renato Majarão.
Presente em três arenas que sediaram jogos durante o Mundial, a Johnson Controls aproveitou o momento para demonstrar ao mercado brasileiro sua expertise já consolidada em outras grandes obras similares.
– Reforçamos intensamente nossa liderança em projetos, trazendo profissionais de alto gabarito e investindo em treinamento e capacitação da nossa população – disse o presidente da Johnson Controls Building Efficiency, Marcelo Therezo.
A Copa do Mundo FIFA mostrou que as empresas do setor de refrigeração e climatização estão prontas para atender as exigências dos padrões internacionais. A Olimpiada, em 2016, é o próximo evento esportivo que exigirá esforços e organização de todos.