Esta semana foi confirmado o primeiro caso de Coronavirus 2019 (COVID-19) no Brasil. Nesse momento inicia-se uma campanha de prevenção a propagação da doença, de forma a mitigar o contágio e proliferação do mesmo.

O CDC – Centers for Disease Control and Prevention (centro de controle e prevenção de doenças dos EUA) esclarece sobre o fato de todo conhecimento atual do Coronavirus 2019 (COVID-19) estar baseado no que se sabe sobre os coronavírus semelhantes pois, em sendo uma doença nova, ainda há muito a aprender sobre formas de transmissão, medidas de controle e a gravidade dessa doença.

A estimativa é que os sintomas possam aparecer entre 2 a 14 dias após exposição ao vírus tendo, como principais sintomas, febre, tosse e dificuldade para respirar.

Uma das principais recomendações para evitar a infecção é com relação à assepsia das mãos. Nesse período de avanço do espectro viral, manter as mãos frequentemente higienizadas torna-se imprescindível a evitar a contaminação. Para tanto, o ideal é lavá-las com água e sabão e fazer uso constante do álcool a 70%.

Até o momento acredita-se que a principal fonte de transmissão seja pessoa-a-pessoa. Portanto, mantenha-se distante, ao menos 1,5m, de outras pessoas que estejam apresentando sintomas como espirros ou tosse, evitando o contágio caso a mesma seja portadora do COVID-19.

Outra via de transmissão possível é através de superfícies ou objetos contaminados. Sendo assim, evite levar as mãos aos olhos, nariz e boca pois podem ter tocado superfícies contaminadas e serem via de entrada do vírus em seu organismo.

Cubra a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, evitando que pequenas gotículas contaminadas possam ser propagadas a outras pessoas. Caso utilize suas mãos ou cotovelo, higienize com álcool 70% após o ato; caso utilize um lenço de papel, descarte-o imediatamente.

Caso apresente algum sintoma como febre, tosse e dificuldade em respirar, mantenha-se em casa, entre em contato primeiramente via telefone com o órgão de saúde para ter o direcionamento exato do local a procurar o atendimento médico imediato. E mantenha-se em casa evitando a possível propagação do vírus.

Dados da Organização Mundial de Saúde – OMS, indicam que a epidemia atingiu o pico e atingiu o platô entre 23 de janeiro e 2 de fevereiro e vem declinando constantemente desde então. E esclarecem que, embora haja um potencial pandêmico, o vírus pode ser contido, apresentando a lista de países que fizeram isso. Mas isso não significa que o vírus não possa voltar a esses países. Sendo assim, a OMS declarou a situação como uma emergência de saúde pública de interesse internacional, o mais alto nível de alarme. Entretanto, ressalta não haver motivos para pânico, apenas devendo-se manter cautela e ações de prevenção e contenção da proliferação viral.

Para a OMS, existem três prioridades:

– Primeiro, todos os países devem priorizar a proteção dos trabalhadores da saúde.

– Segundo, precisamos envolver as comunidades para proteger as pessoas com maior risco de doenças graves, principalmente idosos e pessoas com condições de saúde subjacentes.

– E terceiro, devemos proteger os países mais vulneráveis, fazendo o possível para conter epidemias em países com capacidade para fazê-lo.

A contaminação do vírus é pelo ar. Em sistemas de ar condicionado comuns a função do filtro é impedir a entrada de partículas prejudiciais à saúde, podendo certos vírus, existentes nesse fluxo, serem transportados por essas partículas. Para aplicações especificas existem filtros especiais que retém esses corpos com alta eficiência.

Primando pela qualidade do ar e nas condições ideais, os sistemas de renovação de ar devem estar de acordo com as especificações estabelecidas pela lei do PMOC, que estabelece limites máximos de concentração de poluentes, níveis adequados de temperatura, umidade e renovação.

A OMS nos convida a refletir ainda sobre o impacto não apenas na saúde humana como também nos danos sociais e financeiros que uma possível pandemia pode acarretar na econômica mundial. E ressalta que o momento é de solidariedade global – solidariedade política, solidariedade técnica e solidariedade financeira, como sendo a única maneira de prevenir infecções e salvar vidas.

Nesse momento então, devemos manter a atenção e monitorar nossas ações cotidianas de forma preventiva, auxiliando pessoas com menos acesso à informação, de modo a possibilitar atravessarmos essa fase crítica sem prejuízos à vida humana.

Christiane Lacerda – Engª Química.

Fontes:

1.           https://www.cdc.gov/coronavirus/2019-ncov/index.html

2.           https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/advice-for-public

3.           https://www.who.int/dg/speeches/detail/who-director-general-s-opening-remarks-at-the-mission-briefing-on-covid-19—26-february-2020 qu