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Nesse cenário de incertezas sobre o isolamento completo ou parcial precisamos, mais que nunca, estarmos atentos as condições internas dos ambientes públicos e o quanto isso pode afetar, ainda mais, a saúde dos ocupantes.

Muito embora a literatura científica a que se tem acesso não aponte o ar condicionado como um instrumento para eliminação do COVID-19, sistemas de climatização em condições inadequadas de manutenção e limpeza são uma via de proliferação de outros microrganismos patogênicos e há, no mundo inteiro, vários relatos de mortes advindas de contaminantes microbiológicos em ambientes com ar condicionado como, por exemplo, quando há presença da bactéria Legionella pneumophila, que já causou tantas mortes ao longo dos anos.

Por isso torna-se crucial, neste momento, voltarmos nossa atenção à manutenção e limpeza desses sistemas.

Em poucas semanas haverá o retorno de um grande número de pessoas aos seus escritórios e locais de trabalho. Ambientes estes que passaram um longo período fechados, sem controle de umidade ou temperatura, tornando-se cenário propício ao crescimento de bactérias e fungos patogênicos. Para agravar a situação, temos pessoas com sistema imunológico já comprometido (pois foram acometidas pelo coronavírus) ou que precisam estar com a imunidade num nível máximo (pois poderão contrair o vírus) e não é favorável, neste momento, “desviar a atenção” da imunidade para combater outras doenças.

Por isso, manter a higienização dos aparelhos condicionadores de ar torna-se tão imprescindível.

Mais do que em qualquer outra época de nossa existência.

Christiane Lacerda – Diretora Técnica GHS