Manual direcionado para ambientes fechados não residenciais traz orientações importantes para assegurar a qualidade do ar interior evitando doenças e contaminações

A Região Sul do país apresenta as temperaturas mais frias do ano durante o inverno quando os termômetros chegam a indicar marcas negativas. Porém, o verão nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná também castiga os moradores, com muitos dias apresentando temperaturas acima dos 40°C. Nesse extremo de temperaturas, o condicionador de ar está sempre funcionando, seja para aquecer ou para refrescar. Com o intuito de melhorar a qualidade de vida dos usuários dos aparelhos, a Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV) apresenta um Guia com as principais orientações.
– Nossa preocupação é com a qualidade do ar e, consequentemente, com a saúde pública. A falta de qualidade no ar provoca duas coisas: perda de produtividade e problemas de saúde, com doenças de vias aéreas e pulmonares. Esses problemas podem causar faltas ao trabalho, à escola e redução do rendimento. O principal motivo é a falta de renovação do ar em ambientes fechados, que ocasiona o aumento da taxa de CO2 e redução da de O2, proveniente do processo de respiração, além do aumento de contaminantes. Estes fatores causam dois principais danos: perda de concentração e, por consequência, da produtividade e aumento da probabilidade de transmissão de doenças por vírus e bactérias. No momento em que as pessoas passaram a viver em ambientes fechados o volume de doenças transmitidas pelo ar aumentou exatamente pela redução da qualidade do ar interno. Para a ASBRAV, essa é uma questão de saúde, mais até do que de conforto – destacou o diretor técnico da ASBRAV, Ricardo Vaz de Souza.
No “Guia de Climatização de Ambientes Fechados Não Residenciais”, o empresário ou mesmo o consumidor poderá entender como se faz a instalação correta e como deve fazer o melhor uso do produto. Nele é possível aprender o que é realmente necessário, em um conteúdo objetivo e resumido de apenas 11 páginas. O objetivo do trabalho é conscientizar os consumidores, evitando enganos e futuros danos não só no bolso, mas também na saúde.
– A compra de um condicionador de ar não é semelhante a aquisição de um eletrodoméstico qualquer. Não se trata apenas de um controlador de temperatura, pois a tecnologia também interage com diversos fatores do conforto e saúde humana, como o ruído, a umidade e a qualidade do ar ambiente. A importância da correta climatização em ambientes de uso não residencial reside no fato de que afeta sobremaneira a produtividade dos trabalhadores e a saúde dos ocupantes – conclui Ricardo.
O Guia está disponível em versão eletrônica no site da entidade www.asbrav.org.br. As versões impressas serão direcionadas exclusivamente aos associados da entidade.
A ASBRAV também já lançou no mercado, em 2011, o Guia de Aquisição e Instalação de Condicionadores de Ar, com o foco residencial. O material também pode ser visualizado no site da ASBRAV.