Seminário promovido pela ASBRAV e Evapco Brasil mostrou que o equipamento tem papel fundamental na eficiência da manutenção das temperaturas

A tecnologia que atua de forma determinante para manter a temperatura de condensação do fluido na temperatura especificada, foi apresentada em evento realizado na sede da ASBRAV – Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação. O seminário
promovido na noite de quinta-feira (20/10), “Tendências Tecnológicas em Torres de Resfriamento e Requisitos para Atender a Certificação LEED”, teve como palestrante o especialista em refrigeração e ar condicionado Bruno Bonaldi, que apresentou aos profissionais do setor HVAC-R as novidades usadas internacionalmente nos equipamentos e que já estão disponíveis em território nacional.

As torres de resfriamento selecionadas adequadamente, instaladas em ambientes abertos, com áreas livres em seu entorno, tratamento químico e manutenção preventiva periódica proporcionam um melhor desempenho no sistema de ar condicionado. Também é preciso observar o espaço disponível para instalação das torres e a proximidade com prédios vizinhos, onde o nível sonoro delas deve ter atenção redobrada para que atendam a legislação aplicável, especificado com base na norma CTI Test Code ATC-128 padronizando as medições e usando uma base única para comparar os diversos modelos existentes do equipamento.

– Torres subdimensionadas ou condensadores com acúmulo de sujeira ao longo do tempo de operação prejudicam a troca térmica, fazendo com que a temperatura de condensação aumente, acarretando em grande desperdício de energia nos chillers e nos sistemas a água, pois para cada 1°C de aumento na temperatura de condensação, o consumo de energia elétrica nos chillers aumenta até 4%. Além disto, torres bem dimensionadas geram grande economia de energia elétrica durante períodos noturnos e de inverno, uma vez que trabalham em função da temperatura de bulbo úmido e para atender o pico de verão, proporcionando ao restante do ano sobra de capacidade, podendo trabalhar com menor rotação do ventilador com inversores de frequência – reforçou o palestrante.

Segundo o especialista, a Evapco recomenda, tanto para instalações de DC como para instalações de conforto, que sejam colocadas torres de resfriamento com certificação de performance pelo CTI americano. Como todos os equipamentos são interligados, caso um não funcione, afetará todo o sistema, gerando grande desperdício de energia elétrica além de afetar as instalações, elevando a temperatura interna dos ambientes.

– Os equipamentos possuem muitas inovações tecnológicas, como eliminadores de gotas patenteados pela Evapco, que limitam a perda de água por arraste em 0,001% da vazão de recirculação, louvers de entrada de ar que impedem a entrada de luz solar na bacia dos equipamentos, impedindo a proliferação de algas e microrganismos, que eliminam também os respingos para fora da bacia, além do novo bico aspersor EVAPJET, antientupimento de grandes dimensões – disse.

A presidente da ASBRAV, Hani Lori Kleber, manifestou sua satisfação em ver crescer, de forma significativa, as iniciativas voltadas à qualificação dos profissionais do setor refrigerista promovidas pela entidade associativa em 2016. Na sua opinião, o atual momento de instabilidade econômica que o país começa, lentamente, a superar, exige que quem atua no segmento se qualifique de forma permanente, a fim de estar preparado para atender a demanda existente de forma categorizada.

O evento foi uma parceria entre a ASBRAV e a empresa Evapco Brasil.