Quebrar o paradigma do modelo tradicional de remuneração é o maior obstáculo nos dias de hoje

O medo e o desconhecimento podem ser considerados os únicos motivos para uma empresa não adotar a Remuneração Estratégica por Resultados. A afirmação fez parte da palestra realizada com empresários na sede da Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV) na noite de quarta-feira (24/09). O economista com especialização em RH e MBA em Gestão de Pessoas, Paulo Airton Santos, ressaltou a importância de retirar o foco dos problemas e pensar nas soluções.
– Precisamos tratar a Remuneração Estratégica nas organizações como uma saída do plano de cargos e salários tradicional, no qual o foco é o cargo e direcionar ao resultado que ele entrega. É preciso entender que a pessoa vai receber a remuneração pela entrega e não mais pelo cargo que ele ocupa – disse.
A motivação está ligada diretamente ao processo de implantação da Remuneração Estratégica. Para construção desse modelo, o especialista recomenda que seja dado um passo de cada vez.
– Estabelecer padrões e métricas é uma das dúvidas mais comuns para criar metas. Na verdade não é para criar nada num primeiro momento. É importante para empresa usar no seu dia a dia refletindo o que, ao final do dia, da semana ou mês, não está a contento da empresa e essas carências serão as metas iniciais. Com o passar do tempo vai se criando e implantando novas metas – completou.
O palestrante, que é diretor da Paulo Santos & Consultores Associados, provocou os participantes também a refletirem sobre os processos de mudanças que se transformaram radicalmente nos últimos 20 anos na maneira de produzir e na maneira de vender, mas não modificou a forma de remuneração.
A apresentação, realizada na sede da ASBRAV, também mostrou que 75% dos problemas são conhecidos pelos operadores, ou seja, pessoas que estão nas tarefas operacionais. 19% são conhecidos pelos supervisores e gerentes. Apenas 6% dos problemas são conhecidos pela administração.