Editorial ASBRAV

Vivemos um tímido surgimento de de novas obras na região sul, principalmente no RS. Isso foi resultado da atual conjuntura econômica, uma sucessão de escândalos políticos e de corrupção, uma classe política engessada e corporativa, pouco investimento estrangeiro, redução do crédito, etc. A redução das obras e dos investimentos em geral acompanhou o perfil do PIB brasileiro, o qual teve encolhimento desde 2010 até o terceiro trimestre de 2016 quando atingiu um PIB negativo de -4,5%. Com a posse interinamente do presidente Michel Temer, a economia começou a esboçar tímida reação, tendo um crescimento máximo de 1,4% positivos, atingido no segundo trimestre de 2018.

Com a redução dos investimentos, o mercado da construção civil bem como o do HVAC&R reduziu drasticamente, promovendo um encolhimento das empresas fabricantes, de projeto de climatização, de comissionamento e de instalação.

Cabe agora o setor de HVAC&R buscar novas alternativas, e o caminho é a prospecção de obras com instalações antigas e obsoletas para promover a modernização do sistema de climatização com foco na eficiência energética e redução dos custos operacionais com manutenção e energia. Existem muitos edifícios públicos e comerciais, bem como industriais com sistemas totalmente obsoletos, com elevado consumo de energia e demanda elétrica. Geralmente a aplicação de um projeto de eficiência energética comprova a viabilidade técnica e financeira de otimização e modernização destas obras. É um mercado de grandes oportunidades e habilita o surgimento de parcerias entre instaladores, fabricantes, consultores e projetistas de climatização, oferecendo aos clientes o pacote completo, desde o estudo de eficiência energética, do projeto de climatização, até a instalação e comissionamento da obra.

Investir na eficiência energética com a substituição de sistemas ou equipamentos antigos de baixo desempenho, pode reduzir em até 50% no consumo de energia do sistema, redução de até 25% da demanda elétrica requerida e redução considerável nos custos de manutenção e operação dependendo das soluções e tecnologias adotadas.

Ficar parado aguardando que a economia e o mercado da construção civil reaja pode levar muito tempo e até mesmo levar à falência, algumas empresas. Cabe aos profissionais e empresas promoverem o seu próprio mercado, estarem sintonizados com as novas demandas e tendências, buscarem parcerias para propor soluções completas, influenciar os consumidores para buscarem sistemas e equipamentos mais eficientes. Este é um dos caminhos para prosperidade do setor de HVAC&R!!!

1o Vice-presidente da ASBRAV
Fernando Pozza