Seminários realizados no Rio de Janeiro, Fortaleza e São Paulo, com apoio da ASBRAV, mostraram a importância da adoção de melhores práticas de instalação, manutenção e operação dos equipamentos.

O debate em torno de alternativas mais modernas para substituir o gás HCFC-22, que possui grande potencial de destruição da camada de ozônio nos sistemas de refrigeração central de edifícios, foi o tema central dos Seminários sobre Sistemas de Águas Geladas – Chillers, realizados no Rio de Janeiro, Fortaleza e São Paulo, nos meses de fevereiro, março e abril. Os eventos foram promovidos pelo Projeto Demonstrativo de Gerenciamento de Chillers, desenvolvido mediante parceria do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) com o Ministério do Meio Ambiente, no âmbito do Protocolo de Montreal.
Apoiadora dos seminários, a ASBRAV – Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação, participou das discussões, representada nas três edições pelo seu vice-presidente, Paulo Fernando Pressoto, que esteve no Rio de Janeiro; pelo diretor de Integração Regional da ASBRAV, Sérgio Helfensteller, que participou da etapa de Fortaleza; e pelo diretor de Relações Institucionais, Mário Alexandre Ferreira, que foi a São Paulo.
Para os dirigentes da ASBRAV, os seminários foram de grande importância, na medida em que eliminar o uso de CFC em Chillers é fundamental não apenas para a proteção ambiental, mas, também, buscar a eficiência energética e o conforto do usuário. Atualmente, a questão dos equipamentos refrigerantes está diretamente relacionada a estes quesitos. Essa conexão visa eliminar substâncias destruidoras do ozônio e, ainda, atuar sobre gases de alto índice de aquecimento global (GWP).
Quando liberados na atmosfera, tanto o CFC quanto o HCFC danificam partes da camada de ozônio que protege o ser humano da irradiação nociva de certos raios solares, abrindo buracos nessa estrutura invisível a olho nu. Por isso a necessidade de dominar, com precisão, a instalação, manutenção e operação dos equipamentos refrigerantes, com foco na melhoria da eficiência energética das construções, além de maximizar os benefícios econômicos e ambientais.
Os eventos mostraram que existem produtos que podem substituir as substâncias que apresentam alto potencial de destruição da camada de ozônio e grande GWP, mas com uma solução diferente para cada aplicação, o que demanda adaptação do mercado.
– No Brasil estamos caminhando bem neste sentido, especialmente no setor de refrigeração e ar condicionado. Por isso, eventos como estes são extremamente importantes para o setor – reforça Mário Alexandre Ferreira.
Os seminários no Rio de Janeiro, Fortaleza e São Paulo reuniram especialistas nacionais e internacionais do setor para disseminar informações sobre tecnologias disponíveis no mercado para Chillers e sobre boas práticas e manutenção dos equipamentos operantes em prédios públicos e privados.