Adaptação a novas tecnologias é desafio para empresas e profissionais do setor de climatização e refrigeração.

A necessidade de preservação do meio ambiente no setor de climatização e refrigeração tem sido o grande fator para impulsionar o desenvolvimento e a pesquisa de novos fluidos refrigerantes. Considerado como um dos itens mais importantes quando o assunto é sustentabilidade, novas opções de produtos ganham força no mercado e exigem adaptação de empresários e de profissionais. O tema foi abordado em evento na Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação (ASBRAV) na noite de terça-feira (14/04).
– A tecnologia está em constante evolução. Nos últimos anos temos trazido para o mundo e para o mercado de fluidos refrigerantes novos produtos com menos impacto ambiental sem cloro e com menor índice de GWP. Procuramos esclarecer detalhes da família dos novos fluídos refrigerantes e o que fazer com equipamentos que ainda possuem Cloro e o R22. Essa substituição precisa ser feita de maneira certa e de um modo ambientalmente correto – afirmou o consultor técnico da DuPont, Amaral Gurgel.
O tema vem sendo discutido nas últimas décadas com mudanças na legislação que impactam o setor. No início de 2009 teve início o sistema de cotas permitidas para importação ao Brasil, restringindo o ingresso de determinados fluidos refrigerantes. A eliminação teve início com a geração de gases CFC, seguindo para o HCFC. Além desses, estão na lista gases do tipo HFC e HFO.
– Em poucas coisas no mundo houve uma união que deu tão certo de vários países quanto a eliminação de fluidos refrigerantes que causam danos à camada de ozônio – completou Amaral.
O palestrante reforçou a importância da qualificação profissional no segmento para cada vez mais impedir ou reduzir índices de emissão de fluidos refrigerantes na atmosfera.
– A qualificação profissional é, talvez, o aspecto mais importante. Começa pela parte técnica de treinamento de pessoal porque cada fluído do tem sua composição, condições de temperatura e pressão e tipos diferentes de óleo que está sendo usado. O mercado está ainda muito acostumado com o R22, mas isso vai mudar aos poucos com os novos fluidos refrigerantes – finalizou Amaral.
A palestra foi acompanhada por um grande público que lotou o auditório da ASBRAV. Entre os presentes estiveram prestadores de serviços dos segmentos de climatização e refrigeração, profissionais responsáveis pelo departamento de manutenção estudantes da área de climatização e refrigeração.