Em reunião com o vereador de Porto Alegre, Valter Nagelstein, dirigentes da entidade destacaram a necessidade de implementar legislação que priorize cuidados técnicos neste sentido.

Em reunião com o vereador Valter Nagelstein (PMDB), na Câmara Municipal de Porto Alegre, a diretoria da ASBRAV – Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar-Condicionado, Aquecimento e Ventilação, solicitou ao parlamentar que ele agilize junto aos seus pares a votação do Projeto de Lei 370/13, de sua autoria. O referido projeto determina a observância de procedimentos para projetos técnicos para a instalação e a manutenção de equipamentos de ar-condicionado em ambientes coletivos fechados não residenciais na capital. O vereador Nagelstein o protocolou em 2013, após reunião realizada com a entidade associativa naquele ano.
No encontro desta quarta-feira (25/05), coube ao diretor técnico e ao secretário da ASBRAV, Ricardo Vaz Souza e Luiz Alberto Hansen, respectivamente, solicitar ao vereador Nagelstein que o tema seja priorizado no legislativo porto-alegrense, uma vez que é fundamental uma lei prevendo responsabilidade técnica para controle e aprovação de projetos de climatização em ambientes coletivos.
Ricardo Vaz e Luiz Hansen explicaram que as normas atualmente em vigor, que têm por objetivo garantir uma boa qualidade do ar em ambientes climatizados não residenciais, não estão sendo obedecidas por não terem força de lei.
– Por isso, estamos buscando o apoio do poder público municipal. A ASBRAV elaborou o anteprojeto e o vereador Valter Nagelstein gentilmente se dispôs e apresentar um PLL na Câmara Municipal. Agora, entendemos que os legisladores da capital devem dar maior atenção a esta iniciativa – salientou Ricardo Vaz.
Os diretores da ASBRAV reforçaram, também a questão da transmissão de doenças nos ambientes fechados. A entidade destaca que os sintomas mais comuns causados por baixa qualidade do ar são irritação e obstrução nasal, desidratação da pele, irritação da garganta e membrana dos olhos, dor de cabeça e cansaço.
– Quando não há a devida renovação do ar no ambiente, cresce a concentração de CO², que causa sonolência, diminuição da produtividade e, eventualmente, ausências ao trabalho – explicaram os dirigentes.
O vereador Valter Nagelstein reafirmou seu compromisso de levar adiante a votação do PLL 370/13, salientando que irá solicitar a máxima atenção de seus colegas para a questão.