9 de agosto é comemorado o Dia Interamericano de Qualidade do Ar

A cada ano que passa aumenta a preocupação com a qualidade do ar que respiramos. O agravante é que a sociedade como um todo passou a conviver cada vez mais tempo em ambiente fechados, o que agrava essa condição. O alerta é da ASBRAV – Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação.

– Todo ar condicionado bem projetado, pega o ar da rua que passa através de um processo de filtragem e é jogado no ambiente interno. Por isso, o tema é tão importante. Sabe-se através de estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS), que a qualidade do ar interno é duas a até cinco vezes pior do que o ar externo. Por isso a importância de um bom projeto de climatização que contemple uma adequada localização para tomada do ar exterior e correto funcionamento do sistema de filtragem – afirmou o diretor de Qualidade do Ar da ASBRAV, Mário Henrique Canale.

Dados referentes ao ano de 2016 mostraram que cerca de seis e meio milhões de pessoas no mundo morreram por doenças relacionadas à poluição do ar externo, também segundo dados da OMS.

– O que reforçamos é que se o ar está contaminado no ambiente externo, vai repercutir na piora da qualidade do ar que respiramos no interior dos ambientes.

A data foi criada para alertar sobre os riscos da poluição atmosférica ao bem-estar de todos. Cerca de 100 milhões de pessoas em cidades latino-americanas respiram um ar que não atende aos padrões de qualidade estabelecidos pela OMS – Organização Mundial de Saúde. Outras 123 milhões, nos Estados Unidos e Canadá, sofrem com um ar que não alcança os níveis de qualidade estabelecidos pela legislação desses países. Por esse motivo, a Associação Interamericana de Engenharia Sanitária e Ambiental – AIDIS criou o Dia Interamericano de Qualidade do Ar a ser celebrado, todos os anos, a 9 de agosto, para conscientizar a população sobre a questão da contaminação atmosférica e seus efeitos sobre a saúde pública.

A principal fonte dos poluentes são os veículos que, no caso do monóxido de carbono, lançam uma carga 1.691,2 mil toneladas por ano, excedendo o padrão de qualidade, especialmente no inverno.