Calor histórico registrado no mês de janeiro é um dos responsáveis por essa crescente e retomada de interesse
É fato: o verão gaúcho em 2019 é um dos mais quentes dos últimos anos e neste cenário não é o ar condicionado do tipo “split” que é buscado no varejo. Os modelos clássicos e popularmente chamados de ar condicionado “de janela”, também são uma opção mais barata e que quebra um galho para não passar o aperto com o calor.

O calor “reaqueceu” até mesmo o comércio dos equipamentos de parede. Quem faz esta avaliação é o presidente da ASBRAV – Associação Sul Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Aquecimento e Ventilação, Eduardo Hugo Müller.

– Com preço inferior ao Split e instalação mais prática, os aparelhos de parede conseguem atender as demandas mais urgentes nesta época do ano. Claro que a temperatura elevada é uma das razões, no entanto, é preciso analisar de forma objetiva e equilibrada considerando as necessidade de cada um. O ar-condicionado de parede, em tempos de crise, representa uma economia significativa no preço de aquisição e de instalação, mas o aparelho de split é muito mais eficiente e econômico – ressalta Eduardo.

O gerente de marketing de produtos da Midea Carrier, Nikolas Corbacho, explica que o aumento na procura é difícil de ser registrado em números, mas tem suas razões claras.

– Por ser um produto sazonal, ligado exclusivamente a temperatura, é difícil precisar uma porcentagem, mas esse crescimento se dá pelo fato de que, quando os termômetros sobem, as pessoas percebem uma necessidade de resolver o problema na hora, sem precisar aguardar uma instalação ou fazer grandes planejamentos – lembra Nikolas.

No Brasil, embora seja chamado de ar-condicionado “de janela”, a nomenclatura correta é ar-condicionado “de parede”. A expressão “de janela” vem dos Estados Unidos, onde os aparelhos são instalados diretamente no espaço, durante o verão, e retirados no inverno, pois esse período requer calefação nas casas dos norte-americanos.